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Síndromas de fibromialgia - 12/02/2014



 Síndromas de fibromialgia

A fibromialgia (síndromas de dor miofascial, fibromiosite) é um grupo de perturbações caracterizadas por dores muito incómodas e rigidez dos tecidos moles como os músculos, os tendões (que mantêm os músculos presos aos ossos) e os ligamentos (que mantêm os ossos unidos entre si).

A dor e a rigidez (fibromialgia) podem manifestar-se em todas as partes do corpo ou podem estar restringidas a certos pontos, como nas síndromas de dor miofascial. A fibromialgia em todo o corpo é mais frequente nas mulheres do que nos homens. Os homens são mais propensos a manifestar dor miofascial ou fibromialgia numa zona específica (como o ombro), provocada por um esforço muscular recreativo ou ocupacional. A fibromialgia não é um processo grave, mas a persistência dos sintomas pode interferir na vida diária de modo muito importante.

Causas

Embora se desconheça a causa, a fibromialgia pode ser desencadeada pelo stress físico ou mental, por uma posição inadequada ao dormir, por uma ferida, pela exposição à humidade e ao frio, por certas infecções e, por vezes, pela artrite reumatóide ou uma perturbação relacionada.

Uma variedade corrente, a síndroma de fibromialgia primária, costuma aparecer nas mulheres jovens saudáveis que sofrem de depressão, ansiedade ou tensão nervosa, muitas vezes juntamente com um sono irregular e não reparador (o sono não reparador não repõe as forças, deixando uma pessoa tão cansada, ou mais, que antes de dormir). Esta síndroma pode apresentar-se em qualquer idade, inclusive na adolescência, afectando em geral os mais jovens. Nas pessoas de mais idade, a perturbação apresenta-se muitas vezes juntamente com uma artrite não associada à coluna vertebral.

Sintomas

Consistem em rigidez e dor, que costumam desenvolver-se de forma gradual. Na síndroma de fibromialgia primária, o sintoma é habitualmente a dor e na fibromialgia confinada a uma zona específica, esta pode ser mais súbita e aguda. Em ambas, a dor costuma piorar com o cansaço, o esforço ou a sobrecarga muscular. Umas zonas específicas podem doer ao serem pressionadas. Pode aparecer rigidez e espasmo muscular. Embora nenhum tecido fibroso ou muscular seja afectado, são especialmente propensos à dor os músculos do pescoço, dos ombros, do tórax, da zona lombar e das coxas. Na síndroma de fibromialgia primária, a dor pode surgir em todo o corpo, inclusive com sintomas gerais como um sono não reparador, ansiedade, depressão, cansaço e a síndroma do cólon irritável.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da síndroma de fibromialgia baseia-se no tipo e localização da dor. Determina-se se a pressão provoca dor num ponto (pontos sensíveis), ou se a dor parece mover-se (irradiar) para outras zonas (pontos gatilho).

Habitualmente a terapia sem medicamentos é a mais eficaz e, reduzindo a tensão nervosa, consegue-se o alívio dos sintomas em alguns casos ligeiros. Geralmente obtêm-se bons resultados tanto com os exercícios de estiramento e condicionamento como com uma melhoria no sono e também com a aplicação de calor local e de massagens suaves, tal como evitando o frio.

Contudo, não são de grande utilidade a aspirina ou outros anti-inflamatórios não esteróides. Por vezes, injectam-se anestésicos locais (isolados ou juntamente com corticosteróides) directamente numa zona particularmente sensível. O médico pode prescrever doses baixas de antidepressivos que, tomados antes de deitar, induzem um sono profundo e aliviam os sintomas.

Fracturas

Uma fractura é uma rotura num osso, habitualmente acompanhada de lesões nos tecidos circundantes. A maior parte das fracturas são resultado de um traumatismo, como as causadas por um acidente de automóvel, por desportos ou por uma queda. Uma fractura tem lugar quando a força exercida contra um osso é maior que a resistência do mesmo. A direcção, a velocidade e a potência da força, assim como a idade, a flexibilidade e o tipo de osso determinam o tipo e a gravidade da fractura. Os ossos enfraquecidos pela osteoporose ou pelos tumores podem sofrer fracturas com muita facilidade.

Numa fractura simples (fechada), o osso partido não atravessa a pele. Numa fractura completa (exposta), o osso vê-se através da pele porque a trespassou ou então porque a pele foi rasgada ou raspada. As fracturas expostas são mais propensas a uma infecção do que as fechadas.

As fracturas por compressão são resultado de forças que empurram um osso contra outro, ou que exercem uma pressão ao longo do mesmo. As fracturas por pressão muitas vezes surgem nas mulheres idosas cujas vértebras, enfraquecidas pela osteoporose, se comprimem e fracturam. Nas fracturas cominutivas, uma força importante e directa causa várias roturas, daí resultando vários fragmentos ósseos. Estas fracturas curam-se com muita lentidão se o fornecimento de sangue a uma parte do osso for interrompido. As fracturas por arrancamento são causadas por fortes contracções musculares que arrancam áreas do osso a que o tendão muscular está aderente. Estas fracturas verificam-se com mais frequência nos ombros e nos joelhos, mas podem também produzir-se nas pernas e nos calcanhares. As fracturas patológicas aparecem quando um tumor, em geral um cancro, cresceu dentro do osso e o enfraqueceu. Os ossos enfraquecidos podem fracturar-se com uma lesão ligeira ou ainda sem qualquer lesão.

Sintomas e diagnóstico

A dor é, em geral, o sintoma mais óbvio. Pode ser intensa e, em geral, piora com o tempo e o movimento. A zona à volta do osso fracturado também é dolorosa. As fracturas geralmente causam inchaço e hematomas no sitio lesado. Dependendo do tipo de fractura, um membro partido pode apresentar-se deformado. O membro pode não funcionar satisfatoriamente, pelo que pode tornar-se impossível mover um braço, apoiar-se numa perna ou agarrar-se com uma mão. Podem ocorrer hemorragias, por vezes importantes, a partir do osso fracturado para os tecidos circundantes ou para fora da ferida causada pela lesão.

Em geral, as radiografias podem detectar uma fractura. Contudo, por vezes são necessários outros exames, como uma tomografia axial computadorizada (TAC) ou uma ressonância magnética (RM), para observar com maior clareza a zona lesada.

Uma vez que o osso tenha começado a sarar, podem usar-se as radiografias para controlar o processo evolutivo.

Tratamento

As fracturas curam-se à medida que um osso novo se forma preenchendo o espaço entre as secções partidas. Por conseguinte, o objectivo do tratamento é colocar as extremidades partidas uma junto à outra e mantê-las devidamente alinhadas. Os ossos partidos requerem, no mínimo, 4 semanas para se consolidarem correctamente, embora nos idosos a cura muitas vezes exiga mais tempo. Uma vez consolidado por completo, o osso fica habitualmente forte e totalmente funcional.

Para algumas fracturas utilizam-se métodos de imobilização que só restringem parcialmente o movimento. As fracturas da clavícula (especialmente nas crianças), das omoplatas, das costela, dos dedos do pé e dos dedos da mão, em geral, saram bem com este tipo de tratamento.

Outras fracturas devem ser completamente imobilizadas para que possam curar-se. As fracturas podem imobilizar-se com um entalamento, um corrector, um molde de gesso, uma tracção ou uma fixação interna (cirúrgica). 

Uma tala ou corrector é um objecto rígido que se fixa na zona que rodeia o osso. Por exemplo, um corrector de plástico duro pode ser aplicado num dedo partido.

O molde é um material firme, quer de plástico ou de gesso, dispostos em torno da zona que rodeia o osso partido. Uma camada de material mais suave é colocada sobre a pele para a proteger.

A tracção com uma roldana e pesos mantém o membro alinhado. Hoje em dia e por norma geral não se usa, mas antigamente era o principal tratamento para a fractura da anca.

A fixação interna requer uma intervenção cirúrgica para fixar uma placa ou uma vareta de metal aos pedaços do osso partido. A fixação interna é, muitas vezes, o melhor tratamento para as fracturas de anca e as fracturas complicadas. A imobilização de um braço ou de uma perna causa fraqueza e rigidez muscular. Portanto, a maioria das pessoas que fracturam um osso do braço ou da perna requer fisioterapia. A terapia começa quando o osso está imobilizado e continua depois de se ter retirado o talamento, o molde ou a tracção. Para certos tipos de fracturas, especialmente as de anca, o restabelecimento completo requer de 6 a 8 semanas de terapia e por vezes inclusive mais.



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